quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Champanhe!


O champanhe ou champanha (em francês champagne) é um vinho branco espumante, produzido na região de Champagne, que fica no nordeste da França, através da fermentação da uva (uma espécie ou várias).
Foi próximo a Epernay, no povoado de Hautvillers, que os monges Dom Pérignon e Dom Ruinart se esforçaram muito para domar os vinhos que fermentavam nas garrafas, fazendo-as explodir. Esta antiga província histórica produz igualmente os vinhos chamados "tranquilos" (não-espumantes) que levam denominações diferentes como os nossos conhecidos tintos, brancos ou rosados e são produzidos nas cidades de Bouzy, Virtudes e Damery.
A região de Champagne produz, em grande maioria, vinhos espumantes (brancos ou rosados) obrigatoriamente à base apenas das uvas chardonnay , pinot noir e pinot meunier.
História do champanhe: Aos romanos atribui-se o fato de terem plantado as vinhas na região de Champagne, embora haja documentos históricos que atestem que a cultura da vinha vem de muito antes, como do famoso escritor de então Plínio, que já escrevia sobre os famosos vinhos e vinhas da região e, por isso, se deve aos romanos o início da produção dos espumantes em França. Um dos motivos que elevaram a fama deste vinho foi o fato de que em Reims, cidade mais importante de Champagne, foram coroados quase todos os grandes reis da França. A coroação acontecia na catedral de Notre-Dame de Reims, construída em 1225, e nas comemorações era servido o champanhe. Por este motivo, ficou conhecido como o vinho dos reis.
Dom Pérignon: Com o aparecimento de Dom Pérignon, que era um monge beneditino da Abadia de Hautvillers, em 1670, houve uma "revolução" na produção do champanhe. A Dom Pérignon, um estudioso da matéria, deve-se a descoberta dos cinco principais elementos que em muito contribuíram para o champanhe tal como ele é hoje: 
  • A mistura de diferentes vinhos da região, conseguindo que o produto fique mais harmonioso;
  • Separação e prensagem em separado das uvas pretas que predominam em Champagne, obtendo assim um cristalino sumo de uva;
  • O uso de garrafas de vidro mais espesso para melhor permitirem a pressão da segunda fermentação em garrafa;
  • O uso da rolha de cortiça, vinda da Espanha, que permitiu substituir o anterior sistema, pauzinhos de cânhamo embebidos em azeite e,
  • A escavação de profundas adegas, hoje galerias com vários quilômetros de extensão e usadas por todos os produtores, para permitir o repouso e envelhecimento do champanhe a uma temperatura constante.
O processo de fabricação do champanhe é demorado e caro, sendo praticamente o mesmo de séculos atrás. A principal alteração no processo foi supostamente introduzida por Nicole Ponsardin, a viúva de Felippe Clicquot (Veuve Clicquot), que desenvolveu um método para retirar todo o fermento da garrafa (entretanto, o mais provável é que o método tenha sido criado pelo seu chefe de adega, segundo o livro "Champanhe - Como o mais sofisticado dos vinhos venceu a guerra e os tempos dificeis", de Don e Petie Kladstrup). Antes disso o champanhe era turvo e com aroma residual de levedo. Um champanhe comum leva pelo menos dois anos para ficar pronto e os especiais até cinco anos. Ficam estocadas nos subterrâneos das cidades nos crayères, que são túneis cavados no giz. A casa Moët et Chandon, por exemplo, tem 28 quilómetros de túneis onde estão armazenadas milhões de garrafas esperando a conclusão do processo de fabricação.
Quanto às uvas utilizadas, são três: a chardonnay (em maior proporção), a pinot noir e a pinot meunier. Estas últimas são uvas tintas mas os vinhos utilizados, elaborados sem a casca, são brancos.
O champanhe é um corte (mistura de vinhos em proporções determinada pelos enólogos) de trinta a até cerca de duzentos vinhos brancos. O tradicional é feito com um corte de cerca de 30% de vinhos brancos de uvas tintas, o rosé com corte de vinhos tintos, o blanc de blanc, apenas com uvas brancas e o blanc de noir elaborado apenas com uvas tinto.
A região produtora de champanhe foi delimitada em 1927 e ocupa uma área de 32 mil hectares (a região demarcada do Douro, mais antiga e maior, foi criada em 1756 e ocupa 250 mil hectares).
O nome Champagne é uma AOC, a mais rigorosa Denominação de Origem utilizada em França, equivalente à DOC utilizada em Portugal. A indicação "AOC" nunca aparece nas etiquetas das garrafas de champanhe, pois todos os vinhos com o nome original "Champagne" são produzidos na região, seguindo a legislação. Esta é a única apelação, junto com a de Cognac, que está dispensada desta menção, pois é a única região cujos vinhos são todos classificados (todas as outras regiões vendem vinhos DOC e vinhos desclassificados).
A palavra "champagne" também é protegida com grande vigilância, e apenas pode ser utilizada nos vinhos originais da região. Qualquer vinho semelhante, mesmo produzido pelo método champanhês noutros locais ou países só pode apelidar-se de "espumante" e nunca "champanhe".
Os champanhes ainda possuem seis classificações conforme o teor de açúcar adicionado para a segunda fermentação: Doux (Doce), Demi-Sec (Meio-seco), Sec (Seco), Extra-Sec (Extra-seco), Brut (Bruto) e Extra-Brut (Extra-bruto). Devido às sutis diferenças de paladar, os mais fabricados e vendidos são o Demi-Sec e o Brut.
Há uma terceira classificação dos champanhes, que são os chamados "Cuvée de Prestige". Trata-se de o melhor vinho que a casa pode oferecer, elaborado a partir de uvas provenientes de Grand Crus e envelhecido por muitos anos. Geralmente a produção dos Cuvée de Prestige é restrita e, embora o preço de custo não seja tão maior do que o um Millésime, o preço final ao consumidor incorpora o fator luxo e pode chegar a dezenas de vezes o preço de produção. Os Cuvée de Prestige podem ou não ser safrados, sendo os safrados mais comuns. Em geral são "batizados" com o nome de uma personalidade ("Dom Pérignon" é o Cuvée de Prestige da Moët-Chandon; "La Grande Dame" (a viúva Clicquot) é o Cuvée de Prestige da Veuve Clicquot; "Sir Winston Churchill" é o Cuvée de Prestige da Pol Roger) ou um nome fantasia de reconhecimento mundial ("Cristal" é o Cuvée de Prestige da Louis Roederer). A busca pela perfeição dos produtores de champanhe atinge seu ápice com os Cuvée de Prestige de dégorgement tardio (estes vinhos são conhecidos também por "champanhes monumentais"), como a linha "Dom Pérignon Oenothèque" ou a linha "Krug Collection". No caso da Dom Pérignon Oenothèque, por exemplo, o dégorgement tardio fez com que a safra de 1995 só fosse ao mercado em 2009!
Existe ainda mais uma classificação importante: a da qualidade do vinhedo de onde provém a uva. Cada região é chamada de cru. Quando temos condições muito boas de solo e microclima o vinhedo é classificado Premier Cru e quando esta condições são impecáveis, chamamos Grand Cru.
São vários, também, os métodos de vinificação do champanhe: Método champenoise, tradicional ou clássico; Método Charmat; Método Antigo ou Método por fermentação espontânea; Método por Transferência; Método "Dioise"; Método Contínuo (ou Método Russo); Método de Gaseificação; Metodo Marone-Cinzano e Método do tanque fechado. Cada qual com sua particularidade para fazer esse néctar dos deuses ficar ainda mais saboroso ao paladar de quem tem o prazer de degustá-lo.

Para não me alongar muito mais, pois esse assunto me empolga e quanto mais leio sobre, mais tenho vontade de trazer todas as informações aqui para o blog, vou deixar a indicação que um vídeo muito bacana que foi publicado no site Vinhos e mais vinhos chamado "Como é feito o maior de todos os espumantes, o Champagne!".



Fotografias: Google

 

 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Blog Solidário

No Natal e na páscoa apresentei a vocês a ABET - Associação Brasileira de Esclerose Tuberosa - uma Instituição sem fins lucrativos que realiza um trabalho especializado de qualidade e gratuito para família carentes.

www.abet.org.br
Sempre que posso ligo para a Márcia, que criou a Associação, para entregar algum tipo de contribuição.
Outro dia recebi um telefonema dela pedindo por ajuda. A ABET perdeu um dos mais importantes doadores e hoje passa por grandes dificuldades financeiras.
O trabalho realizado pela Márcia e toda a equipe é realmente maravilhoso e, somente por isso estou aqui abrindo um post no Blog para pedir a todos que desejam contribuir, de alguma forma, que entrem em contato. As doações podem ser feitas de diversas formas. Dinheiro, comida, fraudas descartáveis para adultos tamanho P e M (são as maiores necessidades). Para saber como e por quê doar, acesse: Ajude a Abet. Para conhecer um pouco sobre a bela história e trajetória da Associação, assista o vídeo abaixo.


Às vezes é preciso parar um pouco para dar valor ao trabalho e esforço empreendido por aqueles que se doam. Às vezes podemos, por poucos minutos, parar as nossas atividades do dia-a-dia para dar uma nova luz à vida de quem precisa muito mais do que nós.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pineberry

Você conhece os Pineberries? São a variedade mais antiga dos morangos e foi trazido do Chile para a França nos anos de 1700's. Numa tradução livre, morango-ananás ou morango-abacaxi; do inglês "pineapple", ananás, e "strawberry", morango.
Originalmente os morangos eram brancos na América do Sul e vermelhos na América do Norte (conhecidos como escarlates).
Os cruzamentos entre o Pineberry branco chileno e os escarlates norte-americanos, produziram o Fragaria ananassa , que é a matéria-prima para todas as variedades comuns da morango que consumimos hoje.
O Pineberry foi salvo da extinção quando um grupo de agricultores holandeses os encontram há sete anos e decidiram cultivá-lo para o comercializar.
As frutas são criadas em estufa e tem um sabor delicado de abacaxi, sem toda a doçura característica da fruta vermelha. 
De lá para cá fizeram várias seleções com o material original que era muito fraco, apenas rendia uma ou duas bagas por planta e, assim, conseguiram criar plantas saudáveis e mais rentáveis. Na Europa, saquinhos com 125g custarão cerca de R$10,00.
Um Pineberrie é bem menor do que um morango que conhecemos. O que torna a sua aparência tão distinta é a cor branca semeada de sementes vermelhas. Dizem que o aroma e o sabor dessas frutas nunca decepcionam e o sabor lembra o do abacaxi.
Os frutos podem ser usados exatamente da mesma maneira que as outras variedades de morango, e em fantásticas sobremesas tais como pavlovas (sobremesa australiana à base de merengue, creme de chantily e frutas.). 
Tomara que chegue logo essa delícia para podermos saborear aqui no Brasil!


Fontes: https://www.facebook.com/HierophantMagazine
http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/inacreditavel/2010/04/05/244868-morango-branco-tem-sabor-de-abacaxi
http://damadanoite2010.blogspot.com.br/2011/10/pineberries-morangos-albinos.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Morango_abacaxi
http://mad-cherry.blogspot.com.br/2011/07/pineberry.html


domingo, 9 de setembro de 2012

Talharim au petit pois & bechamel

Talharim au petit pois & bechamel ou, traduzindo, macarrão com molho branco com ervilhas. Porque receita fácil precisa ter nome difícil para ser valorizada, não é?!

Esse prato é um daqueles "quebra galho" ou "engana trouxa" como costuma dizer a minha mãe.
Muito simples e saboroso, rápido e fácil. Começamos colocando a água para ferver até chegar o momento de colocar a massa para cozinhar. Geralmente, as massas demoram cerca de 8 a 10 minutos para ficar no ponto, dependendo da marca. Então, assim que colocá-la na água fervente, comece a fazer o molho bechamel. Ferva outra água em uma segunda panela para escaldar as ervilhas (daquelas congeladas). Após passados 5 minutos de cozimento da massa, será a vez das ervilhas que ficarão também em água quente por 5 minutos.
Para fazer o molho: em uma panela, derreta 1 colher (das de sopa) bem cheia de manteiga. Adicione aos poucos 2 colheres (das de sopa) também cheias, de farinha de trigo e misture até formar uma pasta. Adicione devagar 1 copo cheio de leite e vá mexendo devagar em fogo baixo. Adicione 100g de queijo parmesão ralado na hora. O molho é para ficar cremoso. Caso o seu engrosse muito, coloque um pouco mais de leite. Tempere com 1 colher (das de chá) de sal, 1 colher (das de café) de pimenta do reino e 1 colher (das de café) de noz moscada (eu prefiro ralada na hora, mas pode ser a que compramos em pó também!).
O molho ficará pronto praticamente ao mesmo tempo de se retirar a massa e as ervilhas da água. Escorra cada uma delas. Para servir, vale o gosto individual. Pode-se juntar as ervilhas ao molho branco e à massa ou, para o prato ter uma apresentação mais bonita, monta-lo colocando a massa, por cima o molho e sobre ele as ervilhas.
A receita original da minha mãe ainda leva cubinhos de presunto, que não coloquei aqui apenas porque não tinha em casa. Mas esse ingrediente também dá um toque divino à receita!
Bon appétit!

domingo, 2 de setembro de 2012

Rocambole de muçarela de búfala com tomate seco

Essa é mais uma daquelas receitas que devemos guardar tanto para quando não há muito tempo, quanto para aqueles que quiserem impressionar um pouco com algo simples, porém delicioso!
O rocambole com manta de muçarela de búfala, tomates secos, presunto e rúcula é perfeito para servir de entrada ou para lanches.
A manta se encontra nos supermercados. Basta tirá-la da embalagem e fazer as camadas dos ingredientes que podem variar. Aqui eu usei os que cite, mas indico no lugar do presunto normal o parma. Ele é mais salgadinho e, na minha opinião, mais saboroso para a receita.
Depois de colocadas as camadas de cada ingrediente, vá enrolando a manta bem apertadinha para, quando cortar, ficar como a da foto. Na hora de servir, coloque por baixo folhas de alface e salpique um bocado de flor de sal, ervas de provence, pimenta do reino moída na hora e azeite. Fica maravilhoso!
Bon appétit!